segunda-feira, 25 de abril de 2016

Fundação Ema Klabin

               Situada em um casarão no mais nobre endereço de São Paulo, a Fundação Cultural Ema Gordon Klabin, oferece ao visitante uma visão ímpar da alta sociedade paulistana do século XX. Abre uma janela para um passado recente, protagonizado por Ema, que encarnou  o mecenato e o colecionismo em um país de pouca cultura numa época de poucas iniciativas. O resultado pode ser visto na mansão que serviu como sua residência paulistana e que foi projetada e construída para dar abrigo à maravilhosa coleção de arte amealhada com capricho durante décadas e posteriormente doada à cidade na forma desta fundação. 

             Ocupando um enorme terreno de aproximados quatro mil metros quadrados, numa esquina na Avenida Europa, praticamente em frente ao MUBE (Museu Brasileiro da Escultura que ocupa outro terreno também doado pela família Klabin) essa casa, construída a partir de um projeto que tomou como base de inspiração o belíssimo palácio de Sans Souci, (Schloss Sanssouci) na cidade de Potsdan, toma quase um quarto do lote. Com uma implantação bem espalhada, optando por um partido térreo cuja planta-baixa se assemelha a uma forma triangular, ocupa a porção do terreno limítrofe à rua lateral, reservando a maior parte livre para os jardins voltados para a face da famosa avenida.

         Ciente dessas informações e munido de muita curiosidade, a expectativa por uma ode à suprema elaboração e extremo requinte decorativo não se confirma, visto que a casa não traduz em linhas e formas as maravilhosas cariátides e demais rebuscados detalhes (inesquecíveis para quem já teve a oportunidade de visitar) do prédio europeu. Dessa forma, contrariando o que dizem, penso que essa obra não lembra em nada o barroco palácio de verão de Frederico o Grande, Rei da Prússia. Até a rotunda, detalhe principal do projeto arquitetônico do amarelo pavilhão alemão, que foi reeditada aqui a pedido da cliente, fica escondida pelo grande maciço da construção. E até mesmo sua sequência de portas em arco, pouco faz justiça ao referido edifício histórico.

              Sem telhados aparentes e com linhas muito retas, exibe uma volumetria muito contida e seu volume não possui nenhum tipo de base, plataforma ou escadaria, mantendo-a  bem junto ao solo. Dentro desse contexto, ganha maior detalhe em sua fachada interna, na qual a ampla e sutil curvatura côncava, se caracteriza como o elemento arquitetônico mais importante. É nessa fachada, virada para o grande jardim com espelho d'água, que estão suas principais aberturas, numa sequência de portas-janelas em arcos plenos em meio à paredes de pedras que por vezes assumem uma tonalidade rosada ou amarelada, dependendo da incidência da luz solar. Suas outras paredes quase desnudas de decoração, situam-se entre o formalismo da era de Getúlio e a fervorosa época da São Paulo modernista. Nada faz referência ao romantismo real do século XVIII e sim à vigorosa industrialização da Capital Paulista, que pouco tempo depois seria vitimada pelo irritante brutalismo de Lina Bo Bardi  (corro o risco de ser crucificado pelos professores de arquitetura) e seus discípulos. 

               Passada a falsa ideia de encontrar um deslocado pastiche, a casa, ainda assim, se mostra altamente influenciada por um estilo importado, tal qual a grande maioria das ricas casas da época. Suas altíssimas paredes iludem o observador que pode pensar que a casa não é muito grande, mas é: tem quase mil metros quadrados de área construída. Ela é tão alta que em determinados pontos esconde um segundo andar, sendo na verdade uma falsa casa térrea. Suas portas em arco com incríveis panos de vidro não nos deixam esquecer que se trata de uma casa de altíssimos custo e complexidade. Além desses poucos detalhes arquitetônicos, não apresenta mais nenhum que mereça destaque, contudo, ainda é digna de nota.

               Na verdade o projeto apresenta um pequeno defeito formal: por não ter um estilo claro e definido, suas fachadas não dialogam muito bem, sendo um tanto diferentes entre si, causando ao visitante uma leve impressão de que são duas casas distintas. Ao passo que a elevação curva tem lá sua inspiração no pavilhão barroco e é parcialmente forrada com palitos de pedra (o que lhe dá textura), as demais e principalmente a fachada principal voltada para a rua, são muito cruas. O grande culpado desse sentimento é o alpendre da entrada principal. Nele são abolidas todas as curvas da casa, fixando um ar muito formalistas e claramente datado: muito Decô... repetido nas áreas de serviço. As demais aberturas em arco ao seu redor perdem um pouco da força, mas mesmo assim, a casa encanta e ganha respeito e admiração de quem a visita.

               Abaixo: a fachada da rua.  Com seu alpendre de linhas retas e belíssimo trabalho em gradil na porta de entrada. Esse ponto, de forte simetria e grande hierarquia, funciona como o elemento negativo da casa: suas aberturas estabelecem o diferencial ao romper com os arcos e suas colunas são as únicas redondas. Sua circulação se comporta de maneira muito clássica onde o rebatimento fica muito evidente.


Abaixo: a curvatura da elevação enfraquece sua simetria.
Já as paredes de pedra enriquecem a fachada.


As seis portas do arco se dividem em três grupos de duas, marcados pelos pilares duplos.
A elevação é arrematadas pelas paredes convexas da pontas. 

                      Os dois volumes redondos da face voltada para o jardim interno (que marcam as extremidades da fachada e emolduram o arco crescente), respondem pela biblioteca (no canto esquerdo da foto) e pelo grande banheiro da suíte principal (na direita da foto), destacando-se como os pontos de maior interesse em todas as fachadas. As altas portas de duas folhas encimadas em arco, que vão até a cota do terreno, ligam a área externa à galeria interna, enquanto as demais, munidas de balcão, marcam a área íntima, onde o piso é mais elevado e o pé-direito um pouco mais baixo.                 

               A casa, ainda que tenha lá suas excentricidades e dimensões fora do comum, não possui aquele ar de austeridade, imponente, elitista e muito opressor, tão comum na grande maioria de suas vizinhas. Ela se destaca das propriedades do bairro mais pela fama de sua dona do que pelo estilo. Não, não se trata de uma mansão burguesa qualquer! É sim muito convidativa e bastante agradável, mas, elaborada com muita sabedoria e critério por uma cliente especial (muito culta e viajada) em conjunto com seu arquiteto (com formação na alemanha), Sr. Alfredo Ernesto Becker.

               Essa parceria, resultou em uma casa para ser entendida de diversas formas por pessoas diferentes, ou seja, atinge de maneira e intensidade distintas (e adequadas) a todos aqueles que por ela transitam. Mesmo que denote pouco requinte e se apresente de modo relativamente seco, tira proveito de informações subliminares que agem de forma certeira nos mais cultos e refinados, enquanto não oprime os mais humildes. Muito interessante.
              

Acima: as paredes de pedra aparecem somente nessa fachada...
No jardim uma pausa para a contemplação...
                 

                  Seu maior jardim não é muito elaborado, mesmo tendo por trás a participação do mestre Burle Marx, reservando à casa um destaque maior do que merece. Nele encontramos um orquidário que já teve dias melhores e um lago de carpas pouco valorizado, apesar de suas linhas claramente modernistas. Sua vegetação prioriza mais as periféricas massas de médio e grande porte (que diminuem os efeitos da cidade ao seu redor) que canteiros floridos e coloridos. O imenso gramado interno cria uma bela moldura para a edificação que exibe poucos detalhes arquitetônicos. O jardim frontal também se mostra pobre de cores e detalhes e perde pela grande proximidade da face sudoeste com a rua.
             
             Do lado de dentro a propriedade também não exibe muita elaboração nem muitos detalhes decorativos, correndo o risco de ser entendida como arquitetonicamente pobre. Engano! Seu pé-direito mais que generoso, suas imensas portas internas de correr, suas altas portas em arco, sua bela rotunda de entrada e sua extraordinária galeria curva com piso de mármore, compensam em grau as paredes e tetos muito limpos, lisos e muito brancos, feitos para servirem de pano de fundo para a valiosa e abrangente coleção de arte, que cobre um período superior a 3.500 anos com peças oriundas de todos os cantos do planeta. Sua distribuição interna também não apresenta uma infinidade de cômodos e sim um número relativamente pequeno, suficiente para absorver um programa destinado a uma única moradora. Isso não significa falta de espaço, pois tem de sobra. Os ambientes são todos bem espaçosos, pouco ornamentados, com muita luz natural e farta circulação.

              Espalhado pelos principais cômodos da moradia (pensada para o bem receber), o acervo tem de tudo! Muito abrangente e extremamente variada, a eclética coleção de aproximadamente 1550 itens, obedeceu a um único propósito: satisfazer o gosto pessoal da colecionadora que a exibiu de forma empírica e aleatória, visto como optou por organizar tudo: antiguidades gregas misturadas à perfeitas reproduções, convivendo com metais orientais e tapetes persas; vasos da mais refinada porcelana turca, fazendo conjunto com magníficos anjos do barroco brasileiro e mobiliário italiano; importantes quadros do modernismo brasileiro fazendo par com rara arte africana e pré-colombiana; quadros de Chagal em contraposição à objetos e talhas asiáticas, somados à relógios franceses, esculturas chinesas e muito mais! Logo, uma forma livre e despojada (mas nada despretensiosa) de mostrar ao visitante o vasto conjunto, que por fim decorava seu lar! Isso faz dessa casa-museu um delicioso passeio!

Seguindo por alguns ambientes:

                   Hall de Entrada com Rotunda. O ingresso à casa é cheio de etapas: da calçada entra-se em um patamar que distribui a circulação por duas escadas, posicionadas frente à frente que acabam no alpendre frontal. Dele, a dupla porta de entrada, em vidro e belo trabalho de ferro forjado, dá acesso ao hall de entrada social. Já dentro da casa o visitante pode ter uma prévia do que encontrará a seguir. Desfruta quase que imediatamente do ar de galeria de arte que domina todo o interior. Em sua primeira olhada já vê exemplares de alto valor artístico e histórico. A direita deste pequeno ambiente de entrada estão o gabinete e o fantástico lavabo (completamente negro no mais audacioso estilo dos anos cinquenta!). Imediatamente a sua frente a intrigante rotunda dá continuidade ao acesso formal. Ainda que bastante unidos, os ambientes tem clara delimitação entre si, assim como a rotunda com a galeria mais a diante.
                    De um lado da rotunda está pendurada uma tapeçaria europeia, ladeada por dois anjos barrocos de madeira e sobre uma arca entalhada. Em sua frente, na outra parede curva, um biombo de vidro protege algumas imagens e peças decorativas de porcelana chinesa, das mais importantes famílias.
                    Muito, alta, espaçosa, clara e arejada é a primeira etapa dos ambientes de circulação que assumem a função de galeria.   


               Acesso da Rotunda para a Galeria. O desnível, marcado pelos degraus arredondados, é o único obstáculo a ser transposto para acessar a galeria social a partir da rotunda. A primeira porta que aparece na foto dá acesso à cozinha e área de serviços. Pela segunda entra-se na sala de jantar e a seguir anda tem a porta do living e no final do corredor curvo a porta da biblioteca. Do ponto onde fora tirada a fotografia, entra-se nas duas únicas suítes.


               Galeria. Linda e original é o ambiente mais acolhedor e agradável da casa. Sua inusitada perspectiva e suas portas de acesso aos ambientes sociais e ao exterior a transformam no local mais interessante e rico de todo o interior. É nele que queremos ficar o tempo todo! Ganha enorme destaque ao receber um revestimento luxuoso em suas paredes que combina enormemente com seu valioso piso de mármore. Uma respeitável coleção de obras de arte inclui um tardio Franz Post e um quadro italiano do século XVI (óleo sobre madeira) com típica moldura redonda em talha dourada, assinado por Raffaellino del Garbo, intitulado Virgem com o Menino, São José e São João Evangelista. Peças inesquecíveis para serem vistas a toda hora.


               Sala de Visitas. Na verdade, a única sala de estar de toda a casa. Tem como destaque duas colunas do Barroco Brasileiro, trazidas do Rio de Janeiro, que aparentam ser menores do que realmente são, devido ao alto pé-direito dessa parte da casa. A parede curva liga esse grande ambiente ao jardim dos fundos (a grade pantográfica não deve ser original...) e compõe melhor com a fachada do que com o ambiente interno. As paredes completamente brancas, extremamente pobres de detalhes, causam certo desconforto em razão dos grandes campos desnudos e acabam desvalorizando um pouco o ambiente, ainda que tenham lá sua razão de serem assim.


Galeria: único ambiente com as paredes forradas.


               Sala de Jantar e Jardim de Inverno. Permanentemente posta, como nos dias de gala, a sala de jantar exibe os conjuntos de coberta de mesa (alternados periodicamente) sempre com uma bela e clássica distribuição de suas peças. Com o intuito de exibir o grande acervo de cristais, prataria e porcelanas, ainda existentes na casa, a curadoria monta a mesa, a exemplo dos vividos dias de festa, como se estivesse pronta para receber seus convivas.
            Peças vindas de uma carioca igreja colonial, demolida para dar espaço à cruel reforma de sua área central, transformadas em adereços de decoração (como tantos outros espalhados pela casa com a mesma origem) e fixadas nos cantos das paredes e como bufete, dão, junto a uma tela de natureza morta e um lustre de cristal e bronze um pouco de cor e relevo para a sala.
               Seu pequeno jardim de inverno com acesso exclusivo por essa sala de jantar formal é bem diferente do resto da casa: quadradão, tem três altíssimas paredes forradas de pedra e cobertas com trepadeiras. Hoje, ainda descoberto, foi convertido em espaço para exibição de instalações artísticas.   



              Biblioteca. Solene e severa como deve ser uma biblioteca de classe, exibe uma boiserie complementada por altas estantes de madeira de lei e iluminação pontual. A lareira e o relógio francês sobre espelho aumentam ainda mais o ar austero do ambiente. Livros clássicos e edições nos mais diversos idiomas trazem à tona o alto grau de cultura de sua dona. 


                      Sala de Música. Na verdade um cantinho da Sala de Estar onde foram colocados o magnífico piano e um conjunto de peças francesas e orientais. Aqui, fazendo um paralelo com o teto da Ópera Garnier, a proprietária pendurou seus dois Chagal.


Boudoir do Dormitório Principal. Lareira e grande espelho: sinais de extremo luxo. Móveis de várias épocas e procedências convivendo harmoniosamente com as mais diversas obras de arte e peças decorativas. 


Dormitório Principal. Cheio de relíquias e peças inacreditavelmente belas, repete as paredes lisas e de cor clara, combinando agora com a forração do piso também lisa e monocromática.


Dormitório de Ema. Muito espaçoso e recheado de obras de arte, também aberto para o jardim principal.
Girandoles, espelho com moldura de bronze, móvel papeleira e escultura de Victor Brecheret...


               Banheiro Principal. De todos, em minha opinião, o ambiente mais interessante. Opinião essa, que encontra coro na maioria das pessoas que visitam a casa. A despeito de todo o acervo da colecionadora, esse ambiente é a parte onde a arquitetura da casa assume um ar mais "novelesco". Dele surgiram inúmeras histórias e versões de conflitos e desentendimentos da dona com seus construtores. Deliciosas versões de como foram extenuantes e exigentes as negociações de Ema com a equipe responsável pela entrega da casa são prazerosamente contadas durante a visita guiada. O problema todo recaiu sobre suas paredes revestidas inteiramente de vidro branco. Ora curvos, ora retos os painéis do mais branco dos vidros de época, vindos do exterior, quebravam com a mesma facilidade que não encaixavam perfeitamente nos devidos lugares. Lindíssimos forraram todas as paredes do banheiro que foi valorizado com um belo piso de mármore bicolor e com metais banhados a ouro provenientes de Nova Iorque. A única coisa de antiga para a época era a bancada de mármore da pia.
                 Dele têm-se ainda, através da grande porta de vidro, uma linda vista para o jardim.



               Dormitório de Hóspedes. Um dos menores cômodos da casa, utilizado periodicamente por Eva Klabin quando em São Paulo. Neste ambiente prevalece mais o gosto da irmã do que da própria Ema. Exceto por um detalhe: é nele que está pendurado um lindo trabalho em óleo, com paisagem carioca retratando o Pão de Açúcar, pintado por Tarsila do Amaral. Delicadeza da anfitriã que sempre hospedava a irmã que vinha do Rio. Nada a ver com as outras pinturas com abordagem mais acadêmica e molduras douradas e com a mobília do mais rebuscado estilo português. O pálido azul das paredes choca-se com o encarnado vermelho dos tecidos. Esse dormitório é servido por um banheiro interessantíssimo: mantido no original, continua exibindo um maravilhoso revestimento cerâmico no melhor estilo estilo dos anos 50, com uma estampa em relevo de bolinhas verdes em fundo branco.


A cada ambiente um mundo de informações históricas e um banho de cultura...

A seguir algumas obras espalhadas pelos interiores da casa:

Portinari no Dormitório Principal...


Chagal na Sala de Música!


Lasar Segall também no Dormitório Principal


Di Cavalcanti ao lado da lareira no Dromitório Principal


Tarsila do Amaral no Quarto de Hóspedes


Fransz Post pendurado na Galeria


               A casa-museu pertencente à Fundação Cultural Ema Gordon Klabin, na Rua Portugal 43, Jardim Europa, é como mostrei, um raro e precioso patrimônio cultural brasileiro. Pena que ainda  pouco conhecido. 
                   Seu acervo, comparado em importância a outros de renome internacional é coisa rara no Brasil. Nele podemos encontrar peças que mapeiam a história universal desde a antiguidade clássica até os artistas do modernismo. Um vasto conjunto de mobiliário europeu e brasileiro é enriquecido por pinturas das escolas francesa, italiana, flamenga e holandesa que respondem pelo Renascimento, Barroco, Rococó e Impressionismo, além de representantes da missão francesa no Brasil. Antiguidades, arte pré-colombiana, arte asiática, arte africana, arte sacra e inúmeros objetos das artes decorativas que Ema trouxe principalmente da Europa, constituem-se num valiosíssimo patrimônio cultural de nosso país, que possui inclusive uma riquíssima biblioteca com desenhos, iluminuras, manuscritos, edições de luxo e livros raros.

domingo, 24 de abril de 2016

SP-ART

                

               De seis a dez de abril de 2016, rolou no Prédio da Bienal no Ibirapuera, São Paulo, a décima segunda edição da Feira Internacional de Arte de São Paulo, a SP-ART. Uma feira de galerias de arte do país e exterior que ganha força e notoriedade a cada ano que é promovida. Nela, uma sucessão de expositores trouxe o que há de melhor e mais importante no comércio de arte na atualidade, dando muita importância aos mestres e aos mais que firmados nomes das artes no país, como Vik Muniz, Di Cavalcanti, Portinari, Segal, Caribé, Da Costa, Volpi, Guignard, dentre tantos, sem contudo, desprezar o vital lançamento de novos talentos. Também presentes importantes clássicos como Frans Post e Benedito Calixto, além de nomes de peso, ainda que poucos, das artes ao redor do globo.


Adorei posar na frente deste óleo sobre tela de Juleo Le Parc da década de 70.
Depois me apaixonei por este moderno bicolor de Victor Vasarely...


Muito movimento em outro Le Parc


já na entrada essa obra de arte intitulada "Esfera" de Jesús Soto


As cores explodem nesse enorme quadro da brasileira mais cotada do momento: Beatriz Milhazes. 


               Essa belíssima e empolgante obra, de três metros de altura por cinco metros de comprimento, datada de 2010 e intitulada de Summer Love-Gamboa Seasons, foi vendida por cerca de R$16.000.000,00, logo na abertura da mostra! Sinais de que a crise não afeta os muitos ricos. 


Outro Beatriz Milhazes


Abaixo as bolinhas do Damien Hirst...
...qualquer criança faz o mesmo, mas só ele vende por milhões...
Rsrsrsrsrsrs


Abaixo um vermelho Mao de Andy Warhol: para poucos!



Acima um maravilhoso quadro de Antônio Maluf

               Abaixo uma curiosa obra com trama de fitas métricas de madeira, formando um tabuleiro que simula um  jogo da velha. Prova de que a arte continua na vanguarda e que existe público para as mais diversas expressões artísticas. Muito legal saber que no Brasil, obras como estas estão deixando de ser exclusividade de museus e estão sendo incorporadas ao acervo de particulares, sem aquele propósito de formar uma "coleção privada de expressiva importância", mas sim para apenas satisfazer o gosto pessoal.


A verdadeira essência da "Mala"... nessa obra de Luiz Philippe.


               Adorei essa obra do norte-americano Daniel Arsham que salta da perede! Famoso por fundir arte e arquitetura em suas obras, mostra toda sua sagacidade e criatividade nessa "capa" drapeada. Com esse volume, que funde fundo e figura, em uma forma em relevo que sugere também conectar o real com o imaginário, cria um elemento de fortíssimo apelo artístico e porque não, decorativo.


               Neste ano o terceiro andar do prédio foi separado para a primeira mostra de design do mobiliário que contou com a presença de desenhistas renomados e estudantes. Muito interessante, veio com o melhor do que se produz no Brasil com uma carga retrô imensa, fazendo inclusive uma grata homenagem para alguns famosos projetistas brasileiros de décadas passadas. Lina Bo Bardi e Oscar Niemeyer fizeram parte deste rol de celebridades lembradas pela curadoria.






Niemeyer! Versão em branco.



Acima, exemplares de nomes já conhecidos 


Abaixo, no Stand da Belas Artes, propostas de estudantes de sua faculdade de design.



A cadeira Concreta mostra o potencial das novas gerações...